quinta-feira, 13 de abril de 2023

AULA 04: A MITOLOGIA EGÍPCIA

 




A mitologia egípcia é constituída por um 
conjunto de mitos, lendas e histórias utilizadas por aquele povo para explicar a sua vida cotidiana. Vale ressaltar que, durante a Antiguidade Oriental pouco se sabia sobre o funcionamento científico da natureza e do universo. Sendo assim, a mitologia egípcia era uma forma de entender os fenômenos naturais.

Além disso, a mitologia estava entrelaçada com a religião do Egito Antigo, a qual era politeísta (pregava a crença em vários deuses). Essas divindades podiam ser antropomórficas (os deuses possuem características humanas, entretanto, se diferenciam através de poderes, principalmente o de transformação), zoomórficas (deuses em forma de animais) ou antropozoomórficas (deuses com características humanas e animais).


Fontes de estudo da mitologia egípcia

O estudo sobre a mitologia egípcia é realizado de várias formas, como através de pirâmidestúmulosestátuas e fontes escritas. As principais fontes escritas utilizadas são o Livro das Pirâmides, o Livro dos Sarcófagos, o Livro dos Mortos, os textos de Heródoto e os textos de Plutarco.

Ainda assim não há total consenso sobre as informações referentes a mitologia egípcia, devido a divergências a respeito dela em diferentes regiões do Egito Antigo.

Principais deuses egípcios 

  • Rá-Atum: Rá é o principal deus egípcio e representa o Sol.
  • Shu: Shu é o deus do ar. 
  • Tefnut: Tefnut é a deusa da umidade. 
  • Geb: Geb é o deus da terra. 
  • Nut: Nut é a deusa dos céus. 
  • Set: Set é o deus do caos, ele representa a guerra e a escuridão. 
  • Osíris: Osíris se tornou o deus supremo e o juiz do mundo dos mortos. 
  • Ísis: Ísis é a deusa da magia e do amor.
  • Nephthys: Nephthys é a deusa associada ao culto dos mortos.
  • Hórus: Hórus é o deus protetor dos faraós e das famílias.
  • Hathor: Hathor é a deusa guardiã das mulheres, sobretudo as grávidas, e protetora dos amantes. 
  • Anúbis: Anúbis é o deus responsável pela passagem para o mundo dos mortos. 
  • Maat: Maat é a deusa da verdade e da justiça.
  • Sekhmeth: Sekhmeth é a deusa associada ao aspecto destrutivo do Sol. 
  • Bastet: Bastet é a deusa da sexualidade e do parto e é atrelada à fertilidade. 
  • Thoth: Thoth é o deus da Lua, da sabedoria e da cura. 

Imagem representando o deus Anúbis

Embalsamamento 

Os egípcios acreditavam em vida após a morte e, portanto, preparavam o corpo do indivíduo para essa transição. Para isso, eles utilizavam técnicas para conservar o cadáver, como o embalsamamento. No entanto, o tratamento dado à pessoa morta variava de acordo com sua posição socioeconômica. O deus relacionado às técnicas de embalsamamento era Anúbis, pois ele embalsamou o próprio pai, Osíris. 

Existiam diversas técnicas de embalsamamento, entretanto, a realizada na elite egípcia consistia na retirada do encéfalo através das narinas e dos órgãos da caixa torácica, exceto o coração, através de um corte feito na virilha. Após a retirada dos órgãos, o corpo era limpo com substâncias balsâmicas (daí o nome do procedimento) e revestido por sachês de sal, a fim de que toda a água fosse extraída. Depois de um mês o corpo era limpo e preenchido com panos novos. O corte feito na virilha era recoberto por uma espécie de lâmina de ouro e o corpo era enfaixado. Todo esse procedimento era tratado como um ritual e, portanto, durante todo o processo o Livro dos Mortos era lido para guiar o rito. Essa técnica permitia que o corpo permanecesse conservado por vários anos. Outros povos também realizavam esse procedimento, mas os egípcios se destacaram nessa prática.

Pirâmides

As pirâmides do Egito Antigo eram monumentos erguidos em homenagem aos faraós, onde seus corpos mumificados eram protegidos. 

O Mito da Criação

De acordo com a mitologia egípcia, os filhos de Rá, Shu e Tefnut, tiveram dois filhos: Geb e Nut. Os filhos de Shu e Tefnut formaram um casal, essa era uma prática comum na mitologia egípcia. Rá, enfurecido por essa união, exigiu que seu filho, Shu, separasse Geb e Nut. 

Dessa maneira, Shu pressionou Geb para baixo, constituindo a terra em que os seres humanos vivem; e pressionou Nut para cima, formando o céu. Shu, então, permaneceu entre os dois e se tornou o ar. 

O Julgamento Final 

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Segundo a mitologia egípcia, quando uma pessoa morria, o deus Anúbis a recepcionava e pesava seu coração em uma balança para avaliar como a pessoa tinha se portado enquanto viva. O coração era pesado em relação a uma representação da pluma da deusa Maat. Aquele que pesasse mais que a pluma era considerado impuro. 

Após a avaliação de Anúbis, a pessoa era encaminhada ao julgamento final realizado pelo deus Osíris, que por meio de questionamentos ponderava sobre o destino daquele indivíduo.

Os que eram aprovados, viviam em uma espécie de paraíso semelhante à Terra por toda a eternidade, juntamente com os deuses. Eesse local era chamado de Aaru. Já os que eram reprovados tinham seus corações devorados por Ammit (representada por uma cabeça de crocodilo e por um corpo híbrido, com partes de leão e de hipopótamo) e viviam por toda a eternidade no Duat, uma espécie de submundo. 

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

AULA 01 - SLIDES DO PALEOLÍTICO

 

 




 



 
 


AULA 01 - O QUE É O PALEOLÍTICO?

 

Early Humans May Have Scavenged More than They Hunted - HISTORY

Paleolítico é um dos períodos em que está dividida a Pré-história. Ele é o primeiro dos períodos, sendo comumente compreendido entre 2,7 milhões de anos até 10.000 anos atrás.

 O Paleolítico é também conhecido como Idade da Pedra Lascada. Esse nome é decorrente de uma habilidade desenvolvida pelos primeiros seres humanos na produção de ferramentas e instrumentos de trabalho. Para usar as pedras como objetos cortantes, utilizados para diversas atividades cotidianas, as pessoas desse período batiam uma pedra na outra (geralmente sílex, quartzo e quartzite) com o objetivo de lascar uma delas e assim conseguir criar uma lâmina rudimentar, utilizada para cortar ou raspar. Com essas pedras, podiam construir machados e outros instrumentos. Eram utilizados ainda ossos e dentes de animais como ferramentas.

Os seres humanos desse período eram nômades, não se fixando por muito tempo em um mesmo lugar. Viviam da coleta de frutos e raízes, além de pesca, caça e a busca de carcaças animais deixadas por outros carnívoros. Às vezes o período é referido como sendo dos homens das cavernas, em virtude de as pessoas utilizarem cavernas em rochedos como locais de proteção. Mas eles não habitavam a entrada das cavernas, em virtude das dificuldades de alimentação e perigo que tais lugares poderiam representar para os ancestrais mais longínquos das pessoas modernas. Em locais mais quentes, copas de árvores serviam como locais de habitação.

Foi no Paleolítico que as pessoas passaram a desenvolver a habilidade de controlar o fogo, utilizado para o aquecimento, proteção e cozimento de alimentos. Mas tais habilidades somente se fizeram sentir no período final do Paleolítico. Além disso, nesse período, os primeiros bandos e as primeiras habitações foram sendo constituídos. Roupas criadas a partir de peles de animais também foram confeccionadas a partir desse período. Teve início também a produção artística dos seres humanos, principalmente através das chamadas pinturas rupestres. Imagens de animais, homens, mulheres e crianças, além de cenas de caças, eram os temas dessas pinturas. No final do período, a sedentarização foi acompanhada do início do desenvolvimento da agricultura, o que daria origem ao chamado período Neolítico.

 Early Humans Making Fire Photograph by Sheila Terry - Fine Art America

 

A Arte no Período Paleolítico

 

A Arte no Período Paleolítico (Idade da Pedra Lascada) é a arte produzida durante o primeiro período da pré-história, conhecido (junto ao Neolítico) de “Idade da Pedra”, ou seja, abrange desde o surgimento da humanidade, por volta de 4,4 milhões de anos, até de 8000 a.C.

 

Trata-se de um dos maiores períodos da história, sendo dividido em:

 

    Paleolítico Inferior (2000000 a 40000 a.C.)

    Paleolítico Superior (40000 a 10000 a.C.)

 


domingo, 3 de abril de 2022

HIEROGLIFOS_SLIDES

 

















AULA 03 - EGITO ANTIGO_SLIDES

 









EGITO ANTIGO: OS HIERÓGLIFOS

 


Ainda de uma forma muito tímida, uma das mais antigas formas de escrita surge no Egito de 3100 a.C., dando origem aos primeiros tipos de hieróglifos. Nos dias de hoje, não nos é possível dizer quem foi o idealizador deste fato, contudo conhecemos a origem mitológica da escrita, ou seja, como os egípcios acreditavam que tenha ocorrido.

Para eles, Toth (deus da escrita e da sabedoria) criou a escrita para tornar os egípcios mais sábios e fortalecer a memória, mas Rá (deus solar) discordava, dizendo que entregar os hieróglifos aos egípcios serviria apenas para contemplar a recordação, faria-os recorrer aos documentos e não ao pensamento ou a si próprios, ou seja, a escrita enfraqueceria a memória e, consequentemente, a sabedoria. Todavia, apesar de ser contra a vontade de Rá, Toth envia as técnicas de escrita para alguns egípcios.

No Antigo Egito, apenas cerca de 4% das pessoas sabiam ler e escrever. Essa minoria, então, foi chamada de escriba. Cada escriba, além da leitura e da escrita, dominava o cálculo, o que mostra sua importância para a administração daquela região, coletando impostos, escrevendo os documentos, oficiais ou não, e decorando paredes e objetos.

Assim como qualquer outra forma de escrita, os hieróglifos não eram constantes ou estáticos e sofreram variações ao longo dos anos. Primeiramente, a língua egípcia (antigo egípcio) continha uma quantidade reduzida de símbolos, utilizados somente em forma de textos pequenos. Mais tarde, acrescentando símbolos, funções e regras, surge o médio egípcio. Na XVIII dinastia, Akhenaton implanta o neoegípcio, porém, foi o médio egípcio que prevaleceu, tendo o último datado de 394 d.C..

Além disso, os escribas começaram a simplificar a escrita, criando a forma cursiva dos desenhos hieroglíficos e dando origem à escrita hierática. Pouco mais tarde, simplificando ainda mais a escrita hierática, surge o demótico. Por fim, cria-se a escrita copta, que misturava elementos do grego e do demótico. O copta continua sendo utilizado dentro de Igrejas como língua oficial, assim como o latim, mas é considerada uma língua morta, desde o século XI.

 
Mas, afinal, como os hieróglifos eram lidos?

 Para ler os hieróglifos é necessário observar o sentido em que a figura representada está voltada, por exemplo, quando se utiliza uma imagem humana, devemos notar para onde ela está olhando, lá será o início da frase. A escrita pode, então, ter quatro sentidos, dois na horizontal (da direita para a esquerda e da esquerda para a direita) e dois na vertical (da direita para a esquerda e da esquerda para a direita).

    Por exemplo, na imagem abaixo temos a Estela de Den (3000 - 2930 a.C). Nelas existem hieróglifos nos quatro sentidos: os símbolos sob contorno verde devem ser lidos da direita para a esquerda na horizontal. Os em contorno vermelho, também serão lidos na horizontal, mas da esquerda para a direita. Já os em azul e rosa serão lidos na vertical de cima pra baixo, da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, respectivamente.

domingo, 27 de março de 2022

AULA 03 - O PAPEL DO FARAÓ NO EGITO ANTIGO

 




 
 

 O FARAÓ NO ANTIGO EGITO

 Antes que fosse originado um império no Egito, os egípcios organizavam-se em torno da autoridade dos nomarcas, chefes locais que tinham por função conduzir as atividades econômicas, políticas e administrativas de uma determinada comunidade.
Contudo, a ampliação dessas comunidades, também conhecidas como nomos, estabeleceu a integração de vários povos que antes viviam de forma independente. Dessa maneira, se instituía um tipo de integração que extrapolou a necessidade de desenvolvimento da agricultura e abriu caminho para a circulação de produtos e pessoas ao longo do território egípcio. Paralelamente, sob o âmbito político, a figura do nomarca não mais detinha as condições necessárias para ordenar as tarefas de toda sociedade.
Foi nesse contexto em que o Egito Antigo foi primeiramente organizado por dois reinos distintos: o Alto Egito ou Terra do Sul e o Baixo Egito ou Terra do Norte. Essa primeira experiência política de traço mais centralizador atingiu seu ápice quando o rei do Alto Egito, Menés I, realizou o processo de unificação política que o transformou no primeiro faraó da história do Antigo Egito. A partir de então, por volta de 3200 a.C., uma nova fase da história política dos egípcios dava seus primeiros passos.
O faraó era um governante com amplos poderes dentro do território egípcio. Graças aos poderes a ele investidos, poderia colocar a maioria da população sob o seu comando por meio do eficiente sistema de trabalho servil que organizava tal sociedade. Sendo o Estado o único proprietário de terras, o faraó era responsável pela condução das atividades agrícolas de toda nação.  Além disso, também cabia a ele orientar quais seriam as obras públicas e demais construções a serem executadas pelos servos. Apesar de a autoridade faraônica ter visível presença no interior da sociedade egípcia, devemos frisar o importante papel desempenhado pelo corpo de auxiliares que apoiavam o faraó. Um grande conjunto de funcionários públicos, militares de alta patente, fiscais e escribas eram utilizados para que o faraó estivesse ciente de todas as informações necessárias para a condução de seu governo. Somente assim podemos compreender a sustentação desta forma de governo centralizada.

Além dessas importantes funções de âmbito político e administrativo, devemos também salientar que o faraó tinha fundamental importância dentro do sistema de crenças do povo egípcio. Segundo a religião egípcia, o faraó era considerado a encarnação do deus Hórus, divindade de grande importância que era considerada filha do Sol. Para a população, a felicidade do monarca era de fundamental importância para que as colheitas tivessem bom desempenho e que nenhuma calamidade atingisse a população.
      Com isso, ao notarmos que o faraó assumia funções de caráter político e religioso chegamos à conclusão de que a sociedade egípcia era politicamente controlada por uma teocracia. Esse termo é usualmente empregado a toda aquela forma de governo onde o os líderes políticos convergem funções decisórias e, ao mesmo tempo, religiosas no interior de uma sociedade. Em outras civilizações podemos ver que a teocracia assumiu outras características daquela adotada no Antigo Egito.

PRÉ-HISTÓRIA & PALEOLÍTICO - SLIDES